O direto da mulher

Com tantas reflexões que envolvem o Dia Internacional da Mulher queria aqui compartilhar uma questão que venho exaltando nos últimos tempos: a nossa responsabilidade em multiplicar a forma como queremos ser tratadas. Feminismo não é revolta nem confronto, é uma discussão política e social. Toda mulher que quer ver seus direitos de igualdade respeitados é feminista. Salários iguais, licença maternidade, proteção contra violência doméstica, direito de voto, liberdade sexual, entre tantas coisas que conquistamos e ainda queremos conquistar.

Entretanto, quando falamos em mudança cultural, ou seja, conseguir com que a grande parte das pessoas passem a pensar de forma diferente sobre algum assunto, é preciso dedicação. É essa a importância dos movimentos sociais, sejam a favor dos gays, das mulheres, dos negros, índios, etc. Na nossa bandeira de direitos das mulheres ressalto a importância de sermos um agente transformador em conscientizar o meio que nos cerca.

Muitas vezes nos perguntamos como podemos fazer a diferença se sou uma dona de casa, uma mãe, uma empresária presa nos meus compromissos? Não precisamos de grandes atos para fazermos a diferença. Podemos ser o exemplo ensinando os nossos filhos a não fazerem piadas de gênero com as meninas como, por exemplo, “só podia ser mulher mesmo!” ou “ah, é coisa de mulherzinha”. Parece pouco, mas esse tipo de atitude denigre a imagem da mulher no senso coletivo, subestima. Podemos orientar, explicar sobre nossos direitos para filhos e filhas, mães e pais, maridos e esposas. O marido que ajuda a mulher nas atividades de casa, valoriza suas conquistas, incentiva ela ser uma mulher bem sucedida em seus sonhos, dá o exemplo para o filho e para a filha.

Nós podemos influenciar colegas de trabalho, familiares, mulheres e homens que nos cercam. Muitas vezes não é por mal que as pessoas agem de forma preconceituosa, foram anos achando que aquele gesto era comum, que não tinha problema. No âmbito da violência doméstica também foi dado um grande passo na mudança deste senso comum. Vocês lembram do ditado “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher?”. Hoje isso ele não é mais válido. A lei Maria da Penha permite que vizinhos, familiares, e qualquer pessoa que presencie e saiba de abusos cometidos pelo marido contra a mulher sejam denunciados. É agora caso de polícia!

Seja um agente transformador da nossa realidade como mulher. Nós juntas podemos mudar!

Maria Leticia Fagundes



  By - Maria Letícia Fagundes      29/05/2017
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