Como o HIV afeta as mulheres

No início da epidemia de HIV/AIDS, a maioria das pessoas HIV positivo era de homens gays. Hoje, cerca de metade das pessoas em todo o mundo, portadores do vírus HIV, são mulheres. A maioria das mulheres contrai HIV por manter relações sexuais desprotegidas com homens e, para elas, viver com HIV é diferente de como os homens vivem.

Mulheres tendem a ser cuidadoras, com mais responsabilidades familiares. Costumam colocar as crianças e parceiros em primeiro lugar, o que torna difícil para agendar consultas médicas e encontrar tempo para obter o apoio de que necessitam para gerir eficazmente o HIV. Alem disso muitas mulheres têm rendimentos mais baixos do que homens, menos recursos e menos acesso a cuidados de saúde quando comparadas aos homens com HIV.

Medicamentos anti-HIV podem funcionar bem em mulheres e homens, mas podem ter diferentes efeitos colaterais. As mulheres que tomam antivirais parecem ter mais náuseas, vômitos e diarréia, quando comparadas aos homens . Alem disto elas também parecem ser mais suscetíveis a erupções cutâneas, ganho de peso, e problemas com seu pâncreas e fígado. O que muitas vezes dificulta o início do tratamento pelo risco hepatotóxico das drogas antivirais.

Mas o risco ainda piora para as mulheres na fase da menopausa onde elas tendem a desenvolver osteoporose, isto porque o HIV aumenta consideravelmente o risco sendo até três vezes maior para elas quando comparadas aos homens com HIV.

Mulheres HIV positivas também são mais propensas que os homens a desenvolver pneumonia bacteriana, herpes e infecções fúngicas como a candidíase vaginal persistente e difíceis de tratar. São também mais suscetíveis a gonorréia, clamídia, tricomoníase, papilomavírus humano (HPV) e, DIP (doença inflamatório pélvica). Além de frequentemente desenvolver irregularidade menstrual.

A boa noticia é que durante a gravidez, os medicamentos anti-HIV reduzem significativamente a chance de passar o HIV para o bebê, de 25% para menos de 2%. O que permite realizar o planejamento familiar com mais tranquilidade.

Acima de tudo mulheres que vivem com HIV enfrentam desafios diferentes dos homens, incluindo os efeitos colaterais das drogas. Por isso uma boa conversa com o médico sempre será necessária para o tratamento e decisão sobre o futuro.

Maria Leticia Fagundes



  By - Maria Letícia Fagundes      29/05/2017
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