Cuidado com a pressão na gravidez

Novo estudo desenvolvido pela Oulu University Hospital, na Finlândia, descobriu que qualquer caso isolado de aumento na pressão arterial na gravidez - e não somente a pré-eclâmpsia ou eclâmpsia - podem favorecer casos futuros de condições crônicas, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal crônica e diabetes. Os resultados foram publicados na revista Circulation.

 

O trabalho analisou o período pré-natal de 10.314 mulheres grávidas inscritas no estudo Northern Finland Birth Cohort 1996 e acompanhadas depois do nascimento durante 40 anos em média. A pressão arterial normal foi definida como 145/95mm Hg. Os estudiosos notaram que um terço das mulheres estudadas tiveram pelo menos uma medição de pressão acima do especificado durante a gestação.

 

Comparadas com as mulheres que mantiveram a pressão arterial normal durante a gravidez, as mulheres que tiveram alguma alteração ou sofreram pré-eclâmpsia tiveram risco de 14% a 100% maior de desenvolver doenças cardiovasculares ao longo dos 40 anos de estudo, além de serem de duas a cinco vezes mais propensas a morrer em decorrência de infarto. 

 

O risco de hipertensão foi de 1,6 a 2,5 vezes maior, enquanto o de diabetes foi de 1,4 a 2,2 vezes maior do que as mulheres que não sofreram alterações na pressão arterial durante a gravidez. Além disso, as chances de as participantes com pressão alta na gravidez sofrerem de insuficiência renal crônica também foi de 1,9 a 2,8 maior.

 

De acordo com os pesquisadores, mesmo as mulheres que tiveram a pressão normalizada depois do nascimento do filho ainda correm esses riscos. Eles afirmam que os resultados mostram que mesmo incidentes isolados de pressão alta durante a gravidez merecem a atenção dos médicos, além de acompanhamento para prevenção das doenças citadas na pesquisa.

 



  By - Maria Letícia Fagundes      29/04/2015
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